Se você está nesse website, certamente gosta de duas coisas – bikes e natureza. De fato, poucos prazeres são comparáveis à sensação de pedalar em meio a uma trilha cercada de belezas naturais, sejam elas praias, campos, matas ou montanhas. Porém, é preciso que você saiba que o ato de pedalar causa um impacto – ainda que potencialmente pequeno – no meio ambiente. E, a partir daí, tenha consciência do seu papel na preservação do cenário em que passeia.

preservação ambiental é muito mais que uma simples modinha. Ela já alcançou o status de assunto global, como o comprova a celebração anual do Dia da Terra. E essa globalização faz sentido, porque vivemos todos no mesmo planeta, e aquilo que um faz afeta a todos – cedo ou tarde, para o bem ou para o mal. Então, veja a seguir algumas atitudes conscientes de quem faz trilhas. Siga-as, e o mundo agradece.

Você é o intruso

Quando estiver pedalando sua bike na natureza, pense que você é um intruso. Ou, se preferir, um visitante gentil. Sua presença no meio ambiente é bem-vinda desde que, como boa visita, você respeite a casa em que está. Isso significa não mexer em nada, nem danificar propositalmente qualquer parte dela. Também não se deve subtrair algo para ‘levar de lembrancinha’. Você não faria isso na casa de seu amigo, faria?

Sem rastros

É comum, ao fazer uma trilha, levar alguma provisão para a hora de descanso – o famoso lanchinho. Todos merecem um bom reabastecimento, mas tenha especial atenção com as sobras: embalagens e recipientes, especialmente plásticos, não devem ser deixados, de forma alguma, na natureza. Leve consigo de volta e descarte corretamente, como lixo reciclável se for o caso. Importante: sobras de alimentos NÃO fazem parte da natureza: cascas, caroços, restos de comida – tudo isso deve ser igualmente levado embora, e descartado apropriadamente – desta vez como lixo orgânico. De novo, você não deixaria lixo jogado na casa de um amigo… ou deixaria?

Fauna amiga… ou nem tanto

Essa casa que é a natureza tem seus próprios moradores. Eventualmente você pode encontrá-los. Alguns são muito pacíficos e assustadiços – como pássaros – outros mais bravios e potencialmente perigosos – como cobras ou escorpiões. Novamente, lembre-se que você é o intruso, e cabe a você ter o cuidado de não provocar esses animais, ainda que involuntariamente. Tem um post com boas dicas sobre cuidados com animais perigosos que você pode consultar aqui no nosso site.

Fique na trilha

Há dois ótimos motivos para que você fique sempre na trilha existente. O primeiro é óbvio: a trilha vai de um lugar a outro. Então, enquanto estiver nela, você chegará a algum lugar. Se sair dela, há o risco de se perder e, em caso extremo, se colocar em situações perigosas. O segundo motivo pode não ser tão óbvio, mas é igualmente importante: sair da trilha significa enfiar as rodas de sua bike na natureza, em uma vegetação até então intocada. Ou seja, você está danificando o meio ambiente. O que não é legal.

Envolva-se

Certamente seu principal objetivo ao fazer uma nova trilha é pedalar. Mas o passeio ficará mais atraente se você colocar um pouco de contexto na jornada. Pesquise e procure saber mais sobre a área onde está pedalando. Sua história, suas características, a fauna e a flora do local e, se houver, os habitantes que ali vivem. Com mais informação, os detalhes que passariam batido ganharão significado especial. E isso ajuda na conscientização, fazendo com que a preservação ganhe ainda mais relevância.

Aprenda e ensine

Por fim, é comum que as pessoas façam trilhas junto com amigos que dividem a paixão pelo pedal. Se for o seu caso, ótimo, porque preservar o meio ambiente é um trabalho coletivo. Aprenda sobre a trilha e suas características com quem sabe, e da mesma forma aprenda a proteger a natureza com quem está preservando há mais tempo. E, quando tiver a oportunidade, ensine para quem está começando – especialmente os jovens e as crianças – a importância de preservar para pedalar. E vice-versa.